Da Wikipedia: Quod erat demonstrandum é uma expressão em latim que significa "como se queria demonstrar". É usual aparecer no final de uma demonstração matemática com a abreviatura Q.E.D. ou na versão em português C.Q.D..
Em outra ocasião, eu falava sobre como os e-mails têm sido usados nas campanhas políticas. Especificamente, estava me referindo ao "terrorismo eleitoral". Mas há outras variantes, que são as piadas, onde uma graça sempre (eu disse "sempre") esconde um posicionamento partidário e/ou ideológico. Pena que tais piadas raramente são originais. Só pra exemplificar, transcrevo para meus leitores, se é que os há, aquela do candidato que vai a uma escola.
"Serra foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhado de uma comitiva do Jornal Nacional, da Veja e da Folha de São Paulo. Depois de apresentar todas as maravilhosas propostas para seu governo (se eleito), disse às criancinhas que iria responder perguntas.
Uma das crianças levantou a mão e Serra perguntou:
- Qual é o seu nome, meu filho?
- Paulinho.
- E qual é a sua pergunta?
- Eu tenho duas perguntas. A primeira é 'Quanto tempo o senhor vai esperar para sujar a barra da Dilma como fez com a Roseana Sarney??' A segunda é 'Onde sua filha Verônica conseguiu grana para ser dona de 10% do Ebay/Mercado Livre, estudar na Harvard Business School pagando R$ 60.000,00 por mês e ainda por cima 'comprar' uma mansão em Trancoso onde o senhor passou o Reveillon???'
Serra fica desnorteado, mas neste momento a campainha para o recreio toca e ele aproveita e diz que continuará a responder depois do recreio.
Após o recreio, Serra diz:
-OK, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas. Quem tem perguntas?
Um outro garotinho levanta a mão e Serra aponta para ele, sorrindo para as câmeras da Globo.
-Pode perguntar, meu filho.
-Como é seu nome?
-Joãozinho, e tenho 4 perguntas: A primeira é 'Quanto tempo o senhor vai esperar para sujar a barra da Dilma como fez com a Roseana Sarney??' A segunda é 'Onde sua filha Verônica conseguiu grana para ser dona de 10% do Ebay/Mercado Livre, estudar na Harvard Business School pagando R$ 60.000,00 por mês e ainda por cima 'comprar' uma mansão em Trancoso onde o senhor passou o Reveillon???' E a terceira é 'Por que o sino do recreio tocou meia hora mais cedo?'. A quarta é... 'Cadê o Paulinho??'"
Boba, né? Pois bem, já tinha recebido a mesma história antes, com outros personagens. Numa delas, a entrevistada era Dilma: quem tava lá eram as revistas Caros Amigos e Carta Capital, e as perguntas diziam respeito a um pedido feito à Receita Federal para que agilizasse a situação do filho de Sarney, e à participação dela em atos terroristas na sua (lá dela) época de guerrilheira. Noutra, quem aparecia, acompanhado do N.Y.T. e da Fox News, era George W. Bush, a quem um menino (que, obviamente, não seria Pedro, mas Peter, ou algo que o valha) perguntou sobre as armas em destruição em massa do Iraque e sobre os prisioneiros de Guantánamo. No mais, tudo igual: toca o recreio antecipadamente, e o menino some.
É, amiguinhos e amiguinhas: nada de novo no front.
sábado, 24 de abril de 2010
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